Opções de Praias e Passeios para toda a família

Segundo a turismóloga da UFPA, Diana Alberto, a praia é um elemento muito significativo para as pessoas, e isso acaba atraindo muita gente. “Algodoal é procurada desde a década de 1970. Como a praia é um local diferente, traz uma característica subjetiva de paz interior, uma paisagem que se destaca, além de ser uma ilha muito bonita. Assim, as belezas e a cultura local acabam sendo um chamariz para as pessoas”, afirma.

A ilha abriga algumas das praias mais bonitas do país, como a Praia da Princesa, que já foi eleita por uma publicação norte-americana como uma das 10 praias mais interessantes do Brasil. São quase 14 km de areias brancas, que podem ser apreciados durante o trajeto da vila de Algodoal até a praia, numa caminhada que dura aproximadamente uma hora e meia, ou ainda, para quem quiser chegar mais rápido, durante um passeio de charrete. Nos feriados prolongados e nos meses de janeiro e julho, considerados como alta temporada para o turismo, vários bares se instalam nas areias da praia, para oferecer aos visitantes refeições como o peixe frito e a caldeirada, típicos do Pará.

A praia da Caixa d’Água é outra opção para quem vai à ilha. A praia fica em frente à vila de Algodoal, e mesmo durante o período de baixa temporada, vários estabelecimentos funcionam no local. Quando a maré está baixa, a praia da Caixa d’Água não é recomendada para banho.

Assim que chegam a Algodoal, os visitantes descem na Praia da Beira, onde aportam os barcos que vem de Marudá para a ilha. Lá não há infraestrutura de bares e restaurantes, e, assim como a praia da Caixa d’Água, durante a maré baixa o banho não é recomendado.

A Enseada do Costeiro é considerada a praia mais perigosa de Algodoal, devido aos registros da presença de tubarões na área. Quem não quiser se arriscar a encontrar um deles, pode conhecer o local através de um passeio de barco, e até mesmo fazer um piquenique na areia.
Um passeio imperdível para os visitantes de Algodoal é ir até o Lago da Princesa, rodeado por cajueiros e ajurus. Para chegar até lá, há duas trilhas, uma mais plana, normalmente mais utilizada pelos turistas, e outra mais íngreme, através das dunas. Os próprios nativos da ilha são os guias turísticos dos visitantes, e para encontrá-los não é muito difícil: basta ir a alguma das praias da ilha e perguntar por eles nos bares e restaurantes.

É possível também visitar a Ilha do Marco, onde já funcionou uma fábrica de vidro e um engenho de cachaça. Para chegar até lá, é só pegar um barco, acompanhado por um guia local, e atravessar o furo da Mocooca. A viagem de ida leva em torno de duas horas, e passa em frente à vila de Fortalezinha. Nas praias da Ilha do Marco é possível ver botos, garças e guarás.

Conhecer a praia da Pedra Chorona é outra opção para os visitantes. A Pedra faz parte do folclore local. Por ver a água brotando da pedra, os nativos mais antigos de Algodoal acreditavam que ela realmente estava chorando, quando, na verdade, trata-se de um olho d’agua. O passeio até a Pedra Chorona pode ser feito de barco a motor ou de carroça. De barco, os visitantes levam 40 minutos para chegar. De carroça, a viagem de ida dura uma hora.
Os surfistas também encontram boas ondas Algodoal, especialmente na praia da Marieta, que tem aproximadamente 26 km de extensão. A viagem de ida até a praia leva cerca de duas horas, atravessando o furo da Mocooca, passando em frente à Fortalezinha e seguindo no oceano Atlântico em direção à praia.

Para os mais aventureiros há a opção de passeio para a Praia da Romana, que fica a três horas de Algodoal. As paisagens da praia são ainda mais rústicas que as de Algodoal, com igarapés de água salgada e territórios quase desertos.

Texto: g1.globo.com/pa/para/noticia