A Ilha de Algodoal

Praias, mangues, lagos de água doce, dunas, igarapés. Esta é a “infraestrutura” de Maiandeua, que na língua tupi significa “mãe terra”. A ilha está localizada no município de Maracanã, na região do Salgado, nordeste do Pará, a 181 km de Belém e 40 minutos de barco. O apelido “Algodoal” vem do nome da maior das quatro vilas da ilha, batizada assim pelos pescadores por causa do algodão de seda, planta nativa, cujas sementes com filetes brancos flutuam ao sabor do vento, lembrando o algodão. As outras três vilas são Fortalezinha, Camboinha e Mocooca.

Mas a ilha é conhecida mesmo por suas praias que misturam cenários oceânicos de sol e mar do Atlântico com canais, dunas e manguezais; pelos furos da sua geografia que a separam do continente; pelos canais de marés que separam suas vilas, cobrem e descobrem areias e porções de manguezais; lagoas que surgem e partem de seis em seis horas.

Chegada a Ilha

Os nativos ainda pescam como seus antepassados, em canoas, jangadas coloridas ou armando labirintos feitos de galhos para cercar os peixes; ainda moram em choupanas de barro e casas de madeira. Algumas moradas são construídas nas areias, com redes estendidas no alto de toras a mais de um metro do chão, para proteger das águas na maré alta. Ainda fazem caldeiradas, fritam e assam em fogueiras armadas nas areias da praia, em qualquer lugar, perto dos manguezais – maravilhosos berçários naturais de peixes, camarões, mexilhões, caranguejos, ostras e do exótico turu.

Para chegar até Algodoal é preciso ir de barco. Uma vez lá, somente é possível explorá-la a pé ou a bordo de uma carroça puxada a cavalo. A água é tirada de poços artesianos e somente em 2005 a energia elétrica foi ligada por lá.

O som do maracatu e carimbó divide com o reggae a preferência musical. E a culinária local é marcada pelo “avuado”, o jeito simples de assar o peixe na brasa, num buraco aberto na areia; e na degustação do turu, molusco que se alimenta do tronco de árvores dos manguezais, fino como um dedo, gelatinoso como uma minhoca, que os ribeirinhos comem ali mesmo, cru, ou preparado como sopa: o caldo de turu. Uma iguaria.

Sob o sol de Algodoal

São 19 km² de ilha. Um local, literalmente, pé na areia. Sem cerimônias. Mas não se esqueça de calçar os tênis para cruzar os mangues e fazer trilhas. Algodoal oferece praias extensas – como a da Princesa, com 14 km, trilhas ecológicas, passeios de canoa e de veleiro, pesca esportiva e, àqueles que desejam uma pitada de adrenalina, carro a vela para correr na praia. O windcar é um veículo com três rodas e movido à vela, como no windsurfe, e chega a atingir 70 km/h. Um meio de transporte não poluente que pode ser usado para passeios pelas praias da ilha. Um esporte e uma atração turística ecologicamente corretos.

Praia da Princesa

Vista aérea Praia da Princesa

Vá de carroça ou caminhando até a praia mais badalada da ilha. Com 14 km de extensão, a Praia da Princesa conta com infraestrutura de bares e restaurantes, especialmente na alta temporada. Duas trilhas com cerca de 30 minutos de percurso, entre mangues ou dunas, levam a várias lagoas de água doce. A Lagoa da Princesa é especialmente bela, com suas águas escuras, cor de coca cola, que contrastam com as areias brancas e finas que emolduram a lagoa. Cajueiros e ajurus completam a paisagem.

Lago da princesa

É uma das maiores atrações da ilha. Sua principal característica é a vegetação de cajueiros e ajurus. Possui dunas que o circundam, águas escuras, areias claras e finas. No verão o lago é raso e no inverno, devido às chuvas, as águas são abundantes. O acesso é feito por pequenas trilhas a partir da praia da Princesa, a cerca de 3km da vila de Algodoal.

Texto g1.globo.com

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